Guiné-Bissau: Candidato do MADEM-G15 deixa Cabo Verde com expectativa que vai ser eleito

Africaleadnews – (Bissau) O candidato do Movimento para a Alternância Democrática – Grupo dos 15 (MADEM-G15) para a diáspora africana, Cândido Camará, disse hoje que deixa Cabo Verde com expectativa de que vai ser eleito deputado no dia 10 de Março.

Cândido Camará, que diz ter iniciado a campanha eleitoral por Cabo Verde, país que ele também considera ser dele, faz questão de frisar que “Guiné e Cabo Verde são países que falam a mesma língua, desde o crioulo passando pelo português, e têm a mesma cultura”.

“Devemos abraçar Cabo Verde para nos dar o apoio, a fim de sairmos da crise persistente na Guiné-Bissau”, sugeriu Cândido Camará, salientando que na terra “onde não há justiça a democracia não pode funcionar”.

“Aqui, as estradas estão alcatroadas, as montanhas são arrombadas com boas construções e é isto que quero para o meu país, a Guiné-Bissau”, sublinhou, apontando que, contrariamente ao seu país, em Cabo Verde a “justiça funciona, embora as pessoas possam criticar”.

O candidato pelo círculo eleitoral da África pelas listas do MADEM-G15 fez estas declarações à Inforpress depois de contactos, na ilha de Santiago, com a comunidade guineense radicada em Cabo Verde “de todas as cores políticas”, onde, segundo ele, a MADEM-G15 conta também “ganhar as eleições”.

Não poupando elogios a Cabo Verde, asseverou que sente que este país “está a dar passos no que diz respeito ao desenvolvimento”.

Instado sobre o programa eleitoral do seu partido, explicou que o projecto primeiro é “pensar nos recursos humanos”, porque sem estes a Guiné-Bissau “não poderá ter a educação, saúde infra-estruturas, energia, água potável e saneamento”.

“O MADEM tem ainda no seu projecto eleitoral reformas na Função Pública, Forças Armadas e Segurança”, apontou Camará, para quem é necessário a estabilidade para que essas reformas aconteçam.

Na sua perspectiva, a actual realidade na Guiné-Bissau é que o povo “virou as costas” ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e, de acordo com as suas palavras, era isto que Presidente Jorge Carlos Fonseca iria verificar, caso visitasse o seu país neste período eleitoral.

“Nós, em 45 anos, 42 do PAIGC e três do Kumba Ialá, não conseguimos fazer aquilo que já se fez em Cabo Verde”, lamenta o candidato do MADEM, referindo ao nível de desenvolvimento de Cabo Verde.

Perguntado sobre as suas expectativas em relação à vitória do seu partido nas eleições legislativa de 10 de Março, respondeu nesses termos: “O MADEM vai sair vitorioso neste combate eleitoral e vai implementar a paz e a estabilidade no país”.

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